quarta-feira, 8 de setembro de 2010

As Escrituras Previam a Rejeição e Final Aceitação de Cristo Pelos Judeus

José, depois de ter sonhos que indicavam que ele seria exaltado sobre seus irmãos, foi odiado e rejeitado por eles. No entanto, por fim, José seria aquele que sustentaria seus irmãos no Egito.

Moisés, ao completar quarenta anos, sentiu um grande desejo de libertar o seu povo, e foi ao seu encontro, mas foi rejeitado pelos seus irmãos. Mais tarde, o próprio Moisés seria o libertador do povo de Israel, pois o tiraria do poder de Faraó.

Sansão era rejeitado pelo seu povo, o povo de Israel (até mesmo, o entregaram aos filisteus), mas, por fim, Sansão trouxe grande vitória ao seu povo, sendo aclamado pelos judeus após a sua morte.

Davi primeiramente foi rejeitado por Israel, embora fosse o ungido por Deus para ser rei do seu povo (Davi era o homem segundo o coração de Deus), depois, seria rei sobre todo o Israel.

Jesus, sendo o Messias (a palavra messias significa “ungido”) descendente de Davi, sendo o que nos liberta da escravidão do pecado, aquele que nos sustenta com pão espiritual e que nos garante a vitória contra o inimigo, foi rejeitado pelo seu povo, o povo de Israel. No entanto, as Escrituras prevêem que um remanescente judeu fiel ainda crerá em Jesus e Ele reinará sobre o trono de Davi.

A Expiação e a Ressurreição de Cristo Eram Previstas no AT

Alguns Relatos Interessantíssimos das Escrituras Judaicas:
  • Quando Abraão, o amigo de Deus, estava por sacrificar seu único amado filho Isaque ... Deus provê graciosamente um carneiro, a ser sacrificado em lugar do menino.
  • Quando os irmãos de José estavam a ponto de matarem-no, ... lhes vêm a idéia providencial de matar uma ovelha do seu rebanho, em lugar do jovem, e banhar as suas vestes no sangue do animal, para o seu pai pensar que era o sangue de José.
  • Na noite em que o povo de Israel estava saindo do Egito, Deus iria matar todos os primogênitos (dos egípcios e dos israelitas), executando o juízo ... mas, para os fiéis, Deus provê um substituto, pois ordena que matem um cordeiro em lugar dos primogênitos e passem o sangue nas portas, para que o Anjo do Juízo não entrasse nas casas do povo de Deus e vindicasse a vida dos primogênitos.
  • O sumo sacerdote, ao pedir a graça de Deus pelo seu povo, para que Deus não o destruísse pelos seus pecados ... impunha suas mãos sobre um animal substituto e, confessando os pecados do povo, sacrificava-o em lugar do povo.
Estes registros nas Escrituras Hebraicas (Antigo Testamento, na Bíblia) apontam para a verdade da EXPIAÇÃO ou do sacrifício substitutivo pelos erros ou delitos. Com isto, as Escrituras Sagradas ensinam que há um preço a pagar pelos nossos pecados.
  • Como no Judaísmo, no Cristianismo há uma EXPIAÇÃO, ou seja, um preço foi pago: No Novo Testamento, Jesus é chamado de Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, que Deus providenciou para morrer pela Humanidade.
Veja Também Histórias de Alguns Personagens das Escrituras Hebraicas (AT):
  • Isaque, carregando em seus ombros a lenha para ser, por ordem divina, imolado ... mas o jovem não fica sobre o altar e sai dali vivo, pois Deus provê um cordeiro substituto ...
  • Jonas, o profeta de Deus, está “sepultado” no fundo do mar, no ventre de um grande peixe, já há três dias.... mas o Deus de Israel o faz “ressuscitar”, e ele sai da sua “sepultura”, para pregar para um povo estranho, Nínive, que se arrependesse das suas maldades....
  • Daniel, o Amado de Deus, colocado na cova dos leões, por decreto irrevogável do rei, decreto de morte .... mas o Deus dos judeus, sendo o Deus Criador da vida ... faz Daniel sair da cova dos leões vivo e ileso ....
  • José é lançado num poço para morrer .... mas os seus irmãos, o Israel de Deus ainda em forma embrionária, resolvem tirá-lo do poço (José escapa da morte). Eles o vendem como escravo, e José vai parar no Egito ... o Plano da Salvação de Deus (vaticinado nos sonhos de José) se cumpriria para os gentios e, por fim, ....também para os israelitas, (Deus proveria sustento para ambos os povos, por meio de José).
  • Jesus sobe o monte Gólgota com o madeiro, é crucificado, morto e sepultado .... mas, ao terceiro dia, ... o Deus de Israel, o único Deus, o ressuscitou e ele cumpriu as Escrituras Sagradas, sendo o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, tanto para os gentios (Todos os Povos) como para os judeus.
Vemos acima dois ensinamentos, presentes no Novo Testamento e Antigo testamento: sobre a EXPIAÇÃO e sobre a RESSURREIÇÃO. Isto nos demonstra o cumprimento do Antigo Testamento no Novo. O Antigo é a sombra da qual JESUS CRISTO é a realidade! O sacrifício de Jesus é infinitamente mais perfeito do que o dos animais e a sua ressurreição é real, da qual os livramentos do AT eram apenas figuras.
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Deus já havia preparado o seu povo, o povo de Israel, para entender o Plano da Salvação pela Morte Expiatória - meio de oferecer o perdão e salvação dos nossos pecados - de Cristo e pela sua Ressurreição. Para sermos salvos, precisamos crer que Jesus morreu como propiciação pelos nossos pecados, ressuscitou e que todos nós iremos ressuscitar um dia para o Juízo ou para a Vida Eterna.
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Se você ainda não aceitou a Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador pessoal, precisa fazê-lo urgentemente! Deus te ama e deseja ter um relacionamento pessoal com você e te preparar para morar no Céu!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Sombras de Cristo no Antigo Testamento 8


8. Sombras de Cristo no Antigo Testamento – Moisés
8.1 – Ao tempo do nascimento de Moisés, o rei do Egito ordenou que todas as crianças do povo judeu, do sexo masculino, deviam ser mortas. No tempo em que Jesus nasceu, o rei Herodes determinou que todas as crianças de Belém, do sexo masculino, fossem mortas.
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8.2 – Moisés foi colocado dentro de uma caixa, e esta colocada no rio Nilo. Ele iria fatalmente morrer no rio cheio de crocodilos e de outros animais perigosos; no entanto, providencialmente, alguém o tirou vivo daquela caixa, que poderia ter sido o seu pequeno “túmulo”. Jesus morreu na cruz e foi colocado no túmulo, dali não sairia vivo, entretanto Deus o ressuscitou, depois de três dias.
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8.3 – Mesmo havendo aquele decreto de Faraó ordenando que fossem mortos todos os meninos judeus, Moisés, acabou ficando no próprio Egito, em toda segurança. A mãe de Jesus, Maria, e José, seu pai adotivo, por advertência divina, fugiram para o Egito e escaparam da matança das crianças, ordenada por Herodes, e o menino Jesus ali esteve em segurança.
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8.4 – Ao ver o menino, a filha de Faraó entregou Moisés para a sua própria mãe criá-lo para ela. A mãe de Moisés, portanto, criou-o para ser príncipe do Egito, pois Moisés seria filho da filha de Faraó. A mãe de Moisés pode representar Israel, que “criou” Jesus para nós os gentios (os egípcios são figura dos gentios), mesmo sendo Jesus um dos filhos de Israel.
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8.5 – Aos quarenta anos, Moisés tenta salvar o povo de Israel da escravidão do Egito, mas não foi compreendido, tendo sido rejeitado pelo seu próprio povo. Jesus tentou diligentemente salvar a sua nação dos seus pecados, mas os seus, a sua própria nação, não lhe compreenderam e rejeitaram o seu Salvador.
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8.6 – Após Moisés ficar quarenta anos no deserto apascentando o rebanho do seu sogro, Jetro, Moisés retorna ao Egito para, por ordem de Deus, tirar o povo de Israel do Egito. Agora, sim, é recebido e aceito pelo povo de Deus. Jesus, embora tenha sido rejeitado pela nação de Israel, começou a retirar, por decreto divino, a Igreja (o Israel espiritual, formado por gentios e judeus que aceitam Jesus como Salvador) do Mundo (o mundo ou sistema corrupto é tipificado pelo Egito).
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8.7 – Deus diz a Moisés que ele seria por Deus sobre o povo de Israel e Arão, seu irmão,  lhe seria por boca. Jesus é o Filho de Deus, o Emanuel (Deus Conosco) e, ao mesmo tempo, a semelhança de Arão, nossa boca para com Deus (o nosso Sumo Sacerdote).
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8.8 – No confronto com Faraó, rei do Egito, Moisés e Arão saem vitoriosos e, por fim (depois de todos os juízos de Deus sobre o Egito), tiram o povo de Israel do Egito para realizar uma festa ao Senhor no deserto. O Senhor Jesus, o Filho de Deus e nosso Sumo Sacerdote, venceu o diabo, chamado de o “deus deste século”, o “príncipe do mundo” e, por fim (depois de todas as taças da ira de Deus sobre o trono da besta – Apocalipse), tirará para sempre um povo para lhe fazer festa.
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8.9 – A missão de Moisés era, não só tirar o povo da escravidão do Egito, mas guiá-lo até a terra prometida, Canaã. A missão do Senhor Jesus é, não só nos libertar da escravidão do pecado e do mundo, mas nos guiar até o Céu (a Canaã Celestial).
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8.10 – Moisés suportou as murmurações e transgressões do povo de Israel, pois era homem mui manso. Jesus, sendo “manso e humilde de coração”, é paciente para conosco, quando erramos.
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8.11 – Quando Deus disse que iria destruir, na sua ira santa, o povo de Israel, devido às suas maldades, Moisés se interpôs entre Deus e o povo e intercedeu perante Deus. Quando pecamos, o Senhor Jesus roga por nós ao Pai, para que Deus nos conceda a sua graça e permaneçamos na sua presença.
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8.12 – Na intercessão de Moisés, ele Disse ao Senhor que, se Deus destruísse o povo, era para riscar o seu nome do livro da vida (ele estava disposto a morrer pelo povo de Israel). Jesus morreu para que nós tivéssemos o nosso nome escrito no livro da vida e não fôssemos destruídos devido os nossos pecados.
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8.13 – Moisés ficou quarenta dias e quarenta noites no monte, em comunhão com Deus e, depois, desceu com as tábuas da lei (os dez mandamentos, que são o cerne da lei, no AT). O Senhor Jesus, depois de estar quarenta dias e quarenta noites no deserto, orando e jejuando, trouxe-nos o sermão do monte (o cerne da ética cristã, no NT).
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8.14 – Não houve nenhum outro profeta que, como Moisés, visse Deus face a face e que realizasse os sinais e maravilhas que ele fez, pelo poder de Deus. Não houve, nem haverá, nenhum outro Profeta como o Senhor Jesus, que está em perfeita comunhão com o Pai e que o contempla face a face e que tenha feito tão grandes sinais como Ele.
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8.15 – Moisés, com o sangue de animais sacrificados, fez uma aliança entre Israel e o seu Deus (a Antiga Aliança). Jesus, mediante o seu sacrifício na cruz, com o seu próprio sangue fez uma Nova Aliança entre Deus e os homens.
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8.16 – Moisés chegou até a fronteira da terra prometida, mas não entrou nela. O Senhor Jesus será o nosso Mediador até que cheguemos ao Céu. Após, já não precisaremos de mediador, pois o veremos face a face.

sábado, 28 de agosto de 2010

Sombras de Cristo no Antigo Testamento 7

Jó (Livro de Jó)

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-> Jó se preocupava em proteger os seus filhos, cobrindo-os com o sangue de sacrifícios, pois ele sabia que em algum momento eles poderiam pecar contra Deus e buscava, com a oferta de sacrifícios, prover graça e perdão diante de Deus, se porventura pecassem (Jó 1.5). Isto nos lembra que Jesus, para nos garantir a graça e perdão de Deus, ofereceu a si mesmo em sacrifício pelos pecados da humanidade, nos garantindo uma provisão contínua de graça no seu sangue, pois sabia da nossa propensão em pecar.
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-> Havia uma acusação, feita por Satanás (Jó 1.9-11 e 2.4-5), de que nenhum homem era fiel e todos se corromperiam, ou seja, diante das adversidades e tentações da vida, nenhum ser humano se manteria íntegro e fiel a Deus, mas Jó foi fiel até o fim e não pecou. No entanto, falando em termos absolutos, nenhum homem conseguiu ser fiel perfeitamente, mas Jesus, “o segundo Adão” (1 Coríntios 15.45), foi fiel até o fim (a semelhança de Jó) e não pecou contra Deus como pecou o primeiro Adão.
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-> Satanás, que foi perante Deus incitá-lo contra Jó, é, certamente, figura de Judas, que foi perante as autoridades religiosas entregar a Jesus.
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-> A fidelidade e integridade de Jó prova que é possível, pela graça divina, expressada nos sacrifícios que cobriam os pecados involuntários, sermos santos em meio a um mundo mergulhado no pecado e vivermos em fidelidade à Palavra de Deus (a história de Jó o justifica e, ao mesmo tempo, condena a sua geração, que não terá justificativa para a sua corrupção). De forma similar, pela justiça de Cristo e sua morte na cruz como “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1.29), temos a possibilidade de vivermos em santidade em um mundo dominado pelo pecado (a Palavra de Deus diz que, dependendo da relação que tivermos com Jesus, Ele pode nos salvar ou condenar).
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-> Jó era muito rico, cercado pelas benesses divinas (vivia como que em um paraíso), e perdeu tudo, se tornando muito pobre e, como se não bastasse, chegou a ter sofrimento físico e humilhação extremos (e, tudo isto, por desígnio divino). O Senhor Jesus era dono de todas as coisas, vivia no Céu, em um conforto sem igual, mas se tornou pobre, sofreu a morte mais terrível, tudo por plano de Deus.
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-> A história de Jó foi, na verdade, um embate entre um homem que procurava manter-se íntegro e Satanás, que é o corruptor da raça humana e que tentava fazê-lo pecar. No entanto, Jó sairia vitorioso e Satanás, perdedor, pois Jó resistiu bravamente às investidas do diabo (Jó 2.3). Jesus, o nosso representante, venceu as tentações pelas quais foi posto a prova (Mateus 4.1-11), derrotando satanás e vencendo as dificuldades de ser fiel até a morte de cruz, não se corrompeu como o primeiro Adão.
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-> No momento mais doloroso da vida de Jó, a pessoa mais próxima dele (a sua própria mulher que vivia do seu lado e que também estava sofrendo com ele) convidou-o a negar a sua fidelidade a Deus e se rebelar contra os desígnios divinos (Jó 2.9). Estando Jesus na cruz, no auge do seu sofrimento, um dos ladrões que estavam sofrendo com ele, ao seu lado, o convidou a descer da cruz (Lucas 23.39-40). Isto implicava sair do Plano da Salvação, ou seja, amaldiçoar ou se rebelar contra Deus.
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-> Jó repreendeu sua mulher no seu zelo com Deus pela sua insensatez de criticar Jó por sua fidelidade a Deus. Isto lembra a repreensão do outro ladrão que também estava sofrendo ao lado de Jesus (Jó é uma figura de Cristo, mas também pode tipificar aquele ladrão arrependido e todos os que se voltam para Deus com fé, pedindo o seu perdão), pois ele repreendeu o outro ladrão que estava incitando a Cristo a se rebelar contra Deus, saindo da Sua vontade.
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-> A “chaga maligna” desde a cabeça de Jó, até a planta dos seus pés (Jó 2.7-8), era, certamente, o seu fim (alguns entendem que era lepra ou câncer de pele), ele não sairia vivo do meio das cinzas, onde estava se coçando com um caco de telha, mas Deus restaurou a sua saúde. Os sofrimentos de Cristo na cruz o levaram à morte, mas, ao terceiro dia Ele ressuscitou, pois o Poder de Deus o levantou dentre os mortos.
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-> A enfermidade e as dores de Jó nos lembram que Jesus levou sobre o seu corpo, no madeiro, as nossas doenças e sofrimentos: “Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si” (Isaías 53.4).
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-> Os amigos de Jó que vieram com o fito de consolá-lo, mas acabaram por querer imputar algum pecado a Jó, pondo eles em dúvida a sua integridade. Isto nos lembra os judeus, que acusaram Jesus de pecado injustamente e pensavam que, se Deus tinha permitido que ele fosse para a cruz e sofresse, é porque Jesus era maldito de Deus, ou seja, o Mestre deveria ter pecado, pois Deus o desamparara.
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-> Diante das acusações dos inimigos de Jó (de que Jó devia ter pecado para estar naquela situação), ele contrapôs o testemunho das suas boas obras, da sua justiça e fidelidade impecáveis diante de Deus e dos homens (todos podiam dar testemunho da bondade e justiça de Jó, conforme Jó 29.11-16). É notório que o Senhor Jesus somente fez o bem nesta Terra e não merecia sofrer na cruz, pois é o Santo e o Amado de Deus (Há mais de dois mil anos, a fama da perfeição de Jesus ainda resplandece como um Sol intenso, o Sol da Justiça, conforme Malaquias 4.2 e Mateus 4.16).
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-> A expressão de Jó sobre o testemunho dos seus concidadãos a respeito dele (“Ouvindo-me algum ouvido, me tinha por bem-aventurado; vendo-me algum olho, dava testemunho de mim”, Jó 29.11) lembra o testemunho que uma mulher deu, ao ouvir o Mestre de Nazaré: “E aconteceu que, dizendo ele estas coisas, uma mulher dentre a multidão, levantando a voz, lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste” (Lucas 11.27).
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-> A frase de Jó “Eu me fazia de olhos para o cego, e de pés para o coxo” (Jó 29.15) nos lembra o fato de Jesus ter dado vista aos cegos e curado os coxos: “E foram ter com ele no templo cegos e coxos, e curou-os” (Mateus 21.14).
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-> No final da história de Jó, ele acabou sendo uma benção para os seus amigos acusadores e que não creram nele, ou seja, na sua fidelidade e justiça, pois orou por eles. Estes amigos de Jó podem simbolizar a nação de Israel: por mais que não creu em Jesus e não aceitou a justiça que vem da cruz de Cristo, por fim, vai ser protegida e salva pelo Messias rejeitado por eles (a Palavra fala de um remanescente dos israelitas que ainda vão alcançar graça diante de Deus e vão reconhecer Jesus como o Messias prometido).
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-> O sofrimento e fidelidade de Jó não foi em vão, pois a sua história tem contribuído para o povo de Deus se manter íntegro a Deus e resistir aos ataques do inimigo, em toda circunstância, a séculos. De forma semelhante, a história de Cristo (o seu caráter perfeito, seu amor, santidade e justiça) tem servido de estímulo para todos nós não cedermos ao pecado, mesmo diante das adversidades da vida, a mais de dois mil anos.
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-> Jó, por fim, recuperou tudo o que tinha, em dobro, e pôde contemplar a Deus (antes somente o conhecia por ouvir a palavra da boca dos outros, agora, o viu com os próprios olhos). Jesus foi glorificado por Deus ao estado anterior à sua encarnação (com a vantagem de ter conquistado muitas almas dos homens) e, com o seu corpo ressurreto, adentrou a presença de Deus, embora já estivesse com Deus como a Palavra Eterna de Deus, e agora o contempla face a face.
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-> Os amigos de Jó lhe abandonaram quando estava nos momentos mais difíceis da sua vida, mas quando Deus restaurou a sua sorte, todos os seus amigos retornaram e lhe deram coisas valiosas como presentes. Os discípulos do Senhor também lhe abandonaram, nos seus sofrimentos, porém, após a ressurreição, todos os discípulos do Mestre voltaram e entregaram as suas vidas a Cristo, como valiosas ofertas de amor e gratidão.
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-> Por não ter negado ao seu Deus e permanecido fiel, pode ser afinal um representante dos homens diante de Deus, pois intercedeu por seus amigos (Deus não aceitou a oração deles, mas a de Ele aceitou, pois foi achado digno diante de Deus). Jesus, por ter sido fiel até a morte, e morte de cruz, tornou-se o nosso Representante e Intercessor diante do Deus Pai, e, pela sua justiça, somos aceitos diante de Deus (Hebreus 7.25). Por isso a Palavra diz: “Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos,
qual está à direita de Deus, e também intercede por nós” (Romanos 8:34).
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-> Jó tinha filhos amados por quem ele zelava, oferecendo sempre sacrifícios a Deus para eles receberem graça, mas, depois do sofrimento e, por fim, exaltação de por Deus, Deus também lhe deu outros filhos. Isto tipifica o fato de que Deus tinha já filhos, os quais, por meio dos sacrifícios da Antiga Aliança, preservava da corrupção do pecado, mas, após a morte e ressurreição de Cristo, Jesus gerou, e está gerando, muitos outros filhos, os quais Ele limpa e protege do pecado pelo seu próprio sangue (a Nova Aliança).

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Sombras de Cristo no Antigo Testamento 6

Sansão (Juízes 15-16):

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-> Sansão foi concebido por um ato milagroso de Deus, pois a sua mãe era estéril ("E o anjo do SENHOR apareceu a esta mulher, e disse-lhe: Eis que agora és estéril, e nunca tens concebido; porém conceberás, e terás um filho", Juízes 13.3). Cristo, de modo semelhante, foi concebido por intervenção divina, pois foi concebido no ventre de Maria pelo Espírito Santo (Lucas 1.31;34-35).

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-> O anjo de Deus avisou primeiramente a mãe de Sansão da sua concepção milagrosa, para depois avisar o seu pai, Manoá (Juizes 13.3;11-12). Da mesma forma, Maria foi avisada primeiro da sua escolha como mãe do Messias (Lucas 1.26-31) e, depois, Deus avisou José do nascimento de um ser especial, o Salvador do mundo, concebido de forma sobrenatural (Mateus 1.18-21).

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-> Sansão era nazireu e, por isso, deveria manter-se consagrado a Deus desde o ventre de sua mãe até o final de sua vida, Juizes 13.7, (o seu cabelo representava a sua vida e, por isso, quando passaram a navalha no seu cabelo, a sua vida logo acabou). O Senhor Jesus teve uma vida realmente consagrada a Deus desde o ventre da sua mãe até a sua morte na cruz.

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-> Sansão foi traído por alguém em quem ele confiava (sua companheira Dalila), que o traiu mediante o recebimento de um valor em moedas de prata (Juízes 16.5,18). Assim também o nosso Mestre foi traído por um companheiro que comia com ele em sua mesa (João 13.18) e, como Dalila, Judas também o vendeu por dinheiro - e, por sinal, também eram moedas de prata (Mateus 26.14-16).

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-> Sansão foi entregue por seu próprio povo nas mãos dos filisteus, povo pagão (Juizes 15.13), para o matarem. Jesus também foi entregue pela nação de Israel para os romanos, também considerado um povo pagão, para ser crucificado.

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-> Nos tempos de Sansão, os filisteus reinavam sobre Israel e, por isto, estes os temiam (Juizes 14.4; 15.10-11), pois viam em Sansão uma ameaça à paz e às relações políticas com os filisteus. Nos dias de Cristo, os romanos dominavam sobre os Judeus e estes também temiam os romanos (João 11.48-51) e pensavam que Jesus faria, de algum modo, eles caírem das graças dos romanos.

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-> Os seus concidadãos juraram a Sansão que eles próprios não lhe matariam e que somente o entregariam aos filisteus (Juizes 15.12-13). Assim também os judeus, não mataram a Jesus com as suas próprias mãos (isto não lhes era possível, pois seria ilícito os judeus matarem, por si mesmos, alguém), mas o entregaram para ser morto pelas mãos dos romanos, pois estes tinham poder para tanto (João 18.31; João 19.6-16).

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-> Certamente, os inimigos de Sansão iriam matá-lo, depois de fazerem tudo o que quisessem com ele, pois este era o costume na época, mas ele tomou a iniciativa de sacrificar a sua vida (Juizes 16.26,29-30). Assim, os inimigos de Jesus tinham planos de matá-lo (Mateus 26.4-5), mas ele entregou a sua vida em sacrifício espontaneamente (Mateus 26.52-56).

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-> Antes de Sansão morrer, os seus inimigos brincaram com ele (Juizes 16.25), o que lembra os soldados romanos, os quais infligiram uma série de brincadeiras sádicas e cruéis ao nosso Senhor Jesus antes de ser crucificado (Mateus 27.31).

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-> As duas colunas que Sansão abraçou, quebrando-as (Juizes 16.29), no momento em que ele estava morrendo podem simbolizar os dois malfeitores que estavam um de cada lado do Senhor Jesus, Mateus 27.38, (tiveram as suas pernas quebradas literalmente, João 19.32, e foram “quebrados” desta vida), quando ele estava na cruz.

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-> Sansão orou a Deus na hora da sua morte para pedir vingança contra os seus inimigos (Juizes 16.28). Jesus também orou, mas para pedir o perdão aos seus algozes (Lucas 23.34).
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-> O cabelo de Sansão começou a crescer e, então, ele teve outra vez as forças sobrenaturais que lhe possibilitaram vencer os seus inimigos, trazendo uma grande vitória do povo de Deus contra seus inimigos, que lhes oprimiam. Após a sua ressurreição (o cabelo, como já afirmei, tipificava, na Bíblia, a vida), Jesus recebeu outra vez todo o poder no céu e na terra e trouxe a vitória para a Igreja contra os inimigos que nos escravizavam espiritualmente.

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-> Sansão, deu maior livramento ao seu povo dos seus inimigos com a sua morte do que com a sua vida. Jesus, o Nazareno de Deus, trouxe grandes vitórias espirituais e materiais (o perdão dos pecados e a ressurreição, a título de exemplos) para o seu povo por intermédio da sua morte na cruz.

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-> Tal como a morte de Sansão, que foi de condenação para os seus inimigos e vitória para o seu povo (Juizes 16.30), a morte de Cristo é sinal de condenação para os que o rejeitam e sinal de salvação para os que o seguem, lhe sendo fieis (João 6.53; I Coríntios 11.27).

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-> Vemos um fim inusitado na história de Sansão: os seus irmãos buscaram o seu corpo do território dos seus inimigos (Juizes 16.31) - não deixando que o seu corpo ficasse sepultado junto com os ímpios - e o sepultaram com honra em Canaã, a terra prometida. De forma análoga, o corpo de Cristo era para ser sepultado com malfeitores (Isaias 53.9), mas, por pedido de José de Arimatéia, um cidadão judeu e admirador de Jesus, foi sepultado em um túmulo seu e, ao terceiro dia, ressuscitou e, depois, ascendeu ao Céu, à Canaã celeste (João 19.38).

Sombras de Cristo no Antigo Testamento 5

Isaque (Gênesis 21-35):

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-> Sara, mulher de Abraão era estéril (Gênesis 16.1-2) e, portanto, não podia ter filhos e, apenas com noventa anos, Sara teve Isaque por uma intervenção do próprio Deus (Gênesis 18.11-14). De forma análoga, Jesus foi concebido no ventre de Maria por um ato milagroso do próprio Deus, pois foi concebido pelo Espírito Santo.

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-> A história bíblica registra também que Abraão, por determinação divina (Gênesis 22.1-2), se dispôs a oferecer o seu filho em sacrifício a Deus (Gênesis 22.3,9-10). Isto denota que o sacrifício expiatório de Jesus por nossos pecados foi realizado, não por mera vontade humana, mas por determinação e iniciativa divina.

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-> O local onde Abraão deveria oferecê-lo era em certo monte (Gênesis 22.2). Tal como Cristo, que foi crucificado em um monte chamado Gólgota.

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-> No caminho em direção ao monte, acompanharam Abraão dois homens, servos de Abraão (Gênesis 22.3). Tais personagens, que figuravam na história do patriarca Abraão, podem representar os dois homens que também percorreram o caminho com Jesus até o Gólgota, para serem crucificados.

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-> Isaque subiu o monte com a lenha em seus ombros, instrumentos que serviriam para seu próprio sacrifício (Gênesis 22.6). Jesus carregou também a cruz terrível, que seria o instrumento da sua própria crucificação (João 19.17).

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-> Isaque não se rebelou contra o seu pai Abraão, se deixando amarrar sobre o altar para ser imolado (Gênesis 22.9). Jesus, como um cordeiro mudo e obediente (pois é o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo), cumpriu a vontade de seu Pai celestial, deixando-se pregar na cruz (Isaias 53.7).

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-> Abraão deu espontaneamente, em obediência a Deus, o seu filho único em sacrifício, não o poupando. Deus, o nosso Pai celestial, deu o seu Filho Unigênito em sacrifício em obediência a sua própria fidelidade e santidade.

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-> Isaque estava destinado a morrer sobre aquele monte, mas, com o brado do anjo, seu pai Abraão o recobrou, como se estivesse o reavendo da morte (Gênesis 22.11-12). Jesus realmente morreu sobre o monte Gólgota, mas ressuscitou por decreto divino.

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-> Isaque era a semente bendita de Abraão, o qual lhe multiplicaria a descendência como as estrelas dos céus (tal era a promessa de Deus a Abraão e a Sara, Gênesis 15.5). Jesus é a semente bendita da mulher (prometido por Deus a Adão e Eva, Gênesis 3.15) que gerou milhões e milhões de filhos para Deus (os discípulos de Jesus).

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-> Para que Abraão tivesse confirmada a promessa de ter multiplicada a sua descendência (Gênesis 22.16-18), precisava que o seu filho “ressuscitasse” da sua “sentença de morte”, que era a ordem de Deus que o oferecesse em sacrifício. Para que houvesse milhões de cristãos hoje, era necessário que Jesus ressuscitasse dos mortos (Lucas 24.46-47).

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-> Deus providenciou um carneiro, que morreu no lugar de Isaque (“Então levantou Abraão os seus olhos e olhou; e eis um carneiro detrás dele, travado pelos seus chifres, num mato; e foi Abraão, e tomou o carneiro, e ofereceu-o em holocausto, em lugar de seu filho”, Gênesis 22.13). Esse carneiro é figura do verdadeiro Cordeiro de Deus que morreu em nosso lugar, Jesus de Nazaré (João 1.29).

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-> Por fim, Abraão retornou para sua casa com seu filho: O corpo de Isaque não estava morto e sem vida nos braços de Abraão, mas Isaque estava, sim, vivo e saudável, caminhando ao lado do seu pai (Gênesis 22.19). De forma semelhante, Jesus retornou ressurreto e glorioso para o seu lar celestial, para estar com seu Pai divino, à sua direita.

Sombras de Cristo no Antigo Testamento 4

Mardoqueu (Livro de Ester):

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-> Mardoqueu passou, primeiro pela humilhação (Ester 2.5-6) para depois ser exaltado (Ester 6.10-11; Ester 10.2-3), tal como Cristo, que começou a sua história numa humilde manjedoura, em uma estrebaria de animais, e está hoje assentado à destra do trono de Deus, nas alturas.

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-> No inimigo de Mardoqueu e do povo judeu, o malvado Hamã, podemos ver uma figura de Judas: Tal como Judas que traiu a Jesus por trinta moedas de prata, ao ver que seguir ao Nazareno não lhe traria riquezas e posição social, Hamã também entregou a Mardoqueu e o seu povo por uma soma de dinheiro em prata (Ester 3. 5-9), pois viu uma oportunidade de ganhar ainda mais poder e favor do rei por meio do dinheiro e, além disso, exterminar um povo que não lhe glorificava.

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-> Hamã também é uma figura de satanás, que queria que todos se prostrassem diante dele (Ester 3.2-5) e que é o perseguidor do povo de Deus. No entanto, por mais que tramou a morte e destruição do povo de Deus, já foi derrotado por Cristo e a sua cruz. Jesus, tal qual Mardoqueu, que não se prostrou diante de Hamã, não se prostrou também diante do diabo (Mateus 4.9-10), pois nunca pecou.

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-> Mardoqueu denunciou dois homens que conspiravam contra o rei, selando-lhes o destino: os dois morreram (Ester 2.21-23). Tais personagens podem representar os dois malfeitores que morreram ao lado de Jesus: também tiveram selado os seus destinos por Jesus (com a diferença que um deles, tendo se arrependido, recebeu o perdão de Deus, antes de morrer).

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-> Mardoqueu era para ser levantado em uma forca (a forca pode representar a cruz), pois já o tinham sentenciado à morte – ele e todo o seu povo iriam morrer (Ester 7.3-4). Deus, no entanto, transformou a morte certa em vida, e o luto, em alegria. De forma parecida, Jesus foi morto e, com ele, a esperança de todos os seus discípulos, mas Deus o ressuscitou (e, com Jesus, nós também revivemos), trazendo-nos alegria, vida e esperança.

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-> Outro morreu em lugar de Mardoqueu: o maldito Hamã. Jesus, sendo levantado na cruz, enfrentou a morte, feito ele próprio maldição por nós, por ter levado sobre si os nossos pecados e, desse modo, aplacou a ira divina (“Enforcaram, pois, a Hamã na forca, que ele tinha preparado para Mardoqueu. Então o furor do rei se aplacou”, Ester 7.10).

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-> A vitória e exaltação de Mardoqueu pelos seus méritos (o rei lhe honrou por lhe ter salvado a vida, pois denunciou aos conspiradores) foi também a salvação do seu povo, os judeus, que também estavam sob a sentença de morte. Assim também nós, a Igreja de Jesus: somos vitoriosos sobre o pecado e a morte pela vitória e pelos méritos de Cristo (devido a sua justiça, Jesus garantiu a sua própria ressurreição e a de todos nós).

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-> Ester era órfã de pai e mãe, mas, sendo fiel a Deus e obediente ao seu pai adotivo (seu primo Mardoqueu), acabou por ocupar um lugar honroso como rainha. Assim também a Igreja, pois, sendo pobres e necessitados, fomos adotados como filhos de Deus por intermédio de Cristo e nos assentaremos no trono com Cristo para reinarmos se lhe formos obedientes.

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-> Ester, por mais que hesitou um pouco, no princípio, diante do perigo, arriscou a sua vida para a salvação da sua nação e intercedeu ao rei pelo seu povo e por Mardoqueu, pode ser um tipo da Igreja: tal como Ester, a Igreja intercede pelas vidas e está disposta até mesmo a morrer por Cristo e pelo seu povo.