terça-feira, 9 de agosto de 2011

Sombras de Cristo no Antigo Testamento 9

Sombras de Cristo no Antigo Testamento 9

9. Sombras de Cristo no Antigo Testamento – O Rei Davi

9.1 – Certo dia, os fariseus acusaram os discípulos de Jesus de quebrar o sábado, porque colheram neste dia espigas de trigo para comerem. No legalismo dos fariseus, eles estavam violando a lei da guarda do dia de descanso (Mateus 12.3-4). Jesus, então, apontou para a história de Davi e de seus guerreiros. Quando estes tiveram fome, comeram os pães da proposição (o “trigo”). Na dura interpretação da letra da lei, lhes seria proibido comer aqueles pães (1 Samuel 21.4-6). O Mestre reivindicou, portanto, que os fariseus aplicassem os princípios da história bíblica de Davi e dos seus soldados ao caso do próprio Jesus e dos seus auxiliares. O argumento de Jesus aponta para o fato de, como a seguir veremos, Davi ser uma sombra de Cristo.

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9.2 – Davi era um homem segundo o coração de Deus, pois, embora tenha errado várias vezes, sempre se arrependeu e se humilhou na presença de Deus. Além disto, Davi estava disposto a se sacrificar pelo povo de Deus, a quem chamou de ovelhas (2 Sm 24.17), pedindo que o justo castigo de Deus caísse sobre ele e sua família (seus descendentes). Jesus, nosso Rei eterno, que é descendente de Davi (“o Filho de Davi”, Romanos 1.3), tendo feito toda a vontade do coração de Deus, pois é Aquele que é manso e humilde de coração e, como nosso bom Pastor, deu a sua própria vida pelas suas ovelhas (João 10.11), se oferecendo em sacrifício, se fez pecado por nós (Isaías 53.6).

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9.3 – Absalão, filho de Davi com uma mulher pagã, usurpou o trono de seu pai Davi. Este jovem é um tipo de Israel: embora Israel fosse o povo de Deus, não permitiu que somente Deus “o gerasse” como seu filho por sua Lei, pelo contrário, deixou que as nações o moldassem como nação, pois foi influenciado por elas. Além disso, por intermédio dos seus líderes – sumo-sacerdotes, fariseus e escribas – quiseram usurpar a glória de Jesus, o nosso Rei (Marcos 15.9-12).

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9.4 – Absalão, num ato de justiça própria, matou o seu irmão, para vingar a sua irmã e depois também maquinou matar seu pai, que tivera compaixão dele, perdoando-o, e não o punindo, conforme merecia o seu crime. De forma similar, os judeus sempre desprezavam os gentios por seus pecados dignos de morte e confiavam na sua própria justiça, mas cometeram pecados piores do que os gentios (embora Deus tenha lhes perdoado bondosamente, muitas vezes) e, por fim, entregaram Jesus à morte.

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9.5 – Após matar seu próprio irmão, Absalão ficou exilado numa nação estranha (2 Sm 13.38), mas Davi – por ter dele saudades e por amá-lo – o perdoou e o trouxe outra vez para o seu país (2 Sm 14.21). Israel esteve também exilado por não ter cumprido o plano de Deus de amar e discipular os gentios, mas Deus, que é amor e misericórdia, os perdoou e os trouxe novamente do exílio.

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9.6 – Deus sempre amou a Israel (Deus mesmo chamou Israel amorosamente de “meu filho”, conforme Oséias 11.1), tal qual Ele também amava os gentios, assim como Davi, a Absalão e também o seu irmão assassinado por Absalão. Entretanto, Israel – como Absalão – desprezou o amor do Pai e não se empenhou – conforme era o desejo de Deus – em salvar os gentios, tornando-os filhos do Deus vivo e verdadeiro e livrando-os da morte espiritual.

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9.7 – Davi estaria disposto até mesmo a morrer por Absalão e disse: “Absalão, Absalão! ... Quem dera haver morrido em teu lugar!” (2 Sm 18.33). Jesus também estava disposto a morrer por Israel: “Jerusalém, Jerusalém (representava – como capital – todo o Israel), quantas vezes eu quis ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, mas tu não o quiseste” (Mateus 23.37).

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9.8 – Para melhor entender a metáfora de Jesus, meditemos na seguinte história: em um bosque incendiado, tendo sido totalmente consumido pelo fogo, acharam nele várias galinhas queimadas, com os filhotes vivos debaixo de si, ou seja, elas morreram para salvar os seus pintinhos. E Jesus morreu por nós, nos escondendo do “fogo” da ira divina, se estivermos abrigados debaixo das suas asas. Portanto, quando Jesus disse que desejava agasalhar os israelitas debaixo das suas asas, fala de proteção e do seu sacrifício para salvar o seu povo do justo juízo divino.

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9.9 – Davi, tendo já a maior parte do povo lhe abandonado, deu a opção a Itai, o geteu, de não seguir a Davi (2 Sm 15.19). Isto lembra as palavras de Jesus, que, vendo que grande parte dos seus seguidores não queriam mais seguir ao Mestre, perguntou-lhes se não queriam também deixá-lo (João 6.66-67).

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9.10 – A resposta de Itai (2 Sm 15.19-22) a Davi, quando este lhe deu a opção de não lhe seguir, dizendo, “seja para a morte, seja para a vida, aí certamente estará também o teu servidor”, lembra a resposta de Pedro a Jesus, quando o mestre perguntou se os discípulos queriam seguir a multidão, e deixando-o: “para quem iremos nós, tu tens as palavras de vida eterna” (João 6.68). Pedro disse também: “estou pronto a ir contigo até à prisão e à morte” (Lucas 22.33).

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9.11 – Aitofel lembra Judas, pois sugeriu que lhe dessem um número de soldados para irem ao encalço de Davi, para o matarem (2 Sm 17.1, 2), tal como Judas que, com uma escolta de soldados, foram atrás de Jesus, e o prenderam, para o matarem (Lucas 22.4; Marcos 14.43).

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9.12 – A ideia de Aitofel de como eles poderiam surpreender Davi, para o matarem, pareceu boa a Absalão, e a todos os anciãos (2 Sm 17.1-4), indo até ele, à noite, Aitofel, com soldados, surpreenderiam e matariam Davi. Os principais dos sacerdotes e escribas não tinham uma estratégia para prenderem a Jesus, naquele momento, e receberam a ideia de Judas de como o fazer, se alegrando da possibilidade de o prenderem (Marcos 14.1-2 e 14.10-11), tendo também sido a prisão de Jesus à noite (Marcos 14.30), com Judas e com destacamento de soldados.

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9.13 – A ideia de Aitofel era somente matar a Davi, deixando o povo que estava com Davi fugirem (2 Sm 17.2). Assim também no caso de Jesus, prenderam ele, deixando todos os discípulos fugir (João 18.8).

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9.14 – A frase de Aitofel, “... e então ferirei somente o rei. E farei tornar a ti todo o povo; pois o homem a quem tu buscas é como se tornassem todos; assim todo o povo estará em paz” (Sm 17.2-3), é uma frase profética e lembra a frase do sumo sacerdote Caifás “considerais que nos convém que um homem morra pelo povo, e que não pereça toda a nação” (João 11.49-50).

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9.15 – De forma parecida com a qual fez Judas, que, após trair a Jesus, entregando o Mestre nas mãos daqueles que o matariam, foi se enforcar, Aquitofel também traiu a Davi e, depois, vendo que o seu plano não dera certo, de modo semelhante ao traidor Judas, se enforcou.

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9.16 – Davi, para escapar da morte pelo seu próprio filho, Absalão, atravessou o Jordão e, com ele, o seu povo fiel, pois disse: “se achar graça nos olhos do SENHOR, ele me tornará a trazer para lá e me deixará ver a ela e a sua habitação” (2 Sm 15.25). Jesus, sabendo que iria ser rejeitado pela nação de Israel – seu próprio povo – enfrentou o desafio, se entregando para morrer numa rude cruz, a fim de vencer a morte, pois que sabia que iria ressuscitar no terceiro dia e que voltaria para o Céu. Ou seja, Jesus deixou a glória do Pai atravessou “o rio Jordão” da morte, alcançado graça aos olhos de Deus para todos, ressuscitou, e nós nos unimos com ele na sua morte quando cremos no seu sacrifício expiatório e, assim nós também nos uniremos com ele na sua Ressurreição.

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9.17 – Davi disse que a fuga humilhante seria a única forma de escaparem da morte (2Sm 15.14). Na verdade, Davi agiu assim pelo seu amor por seu filho Absalão: não queria enfrentá-lo, pois na sua experiência de vida já havia vencido muitos desafios muito maiores com a ajuda de Deus, e, portanto, não queria ferir e, muito menos, matar Absalão. Por isto, optou por sair do trono e, humilhado, fugir a matar Absalão. Jesus não precisava vir a este mundo e morrer uma morte humilhante numa cruz, mas porque nos amava, não cogitou em outra forma (pois nem havia outro plano de salvação mais eficaz e que estivesse de acordo com o caráter amoroso e justo de Deus), a não ser o Filho de Deus se sacrificar em nosso lugar. O Senhor optou por sofrer e morrer na cruz para nos salvar, a que nós sofrêssemos a morte eterna.

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9.18 – Davi desceu do seu trono e despiu-se das suas vestes reais e, descalço e chorando, fugiu humilhado, para salvar a sua própria vida e a dos seus. Inspirado pelo Espírito, Davi disse que aquela seria a única maneira pela qual poderiam salvar as suas vidas. Jesus despiu-se da sua glória, saiu do seu trono celestial e, humilhando-se, ofereceu a sua própria vida, garantindo a sua própria ressurreição, e a de todos os que o seguem. Jesus veio a este mundo pelo Espírito Santo e, pelo mesmo Espírito, foi à cruz, pois sabia que seria este o único modo de salvar a humanidade.

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9.19 – Antes de passar o rio Jordão, Davi subiu o monte das Oliveiras chorando, com a cabeça coberta e com os pés descalços (atos que denotam a profunda angústia que Davi sentia). Este fato lembra que Jesus, antes de morrer na cruz, enfrentou terrível angústia, a ponto de o seu suor ser gotas de sangue (Lucas 22.44), no monte do Getsêmani (este se localiza ao pé do Monte das Oliveiras).

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9.20 – Davi preferia ter morrido por Absalão: assim, ao morrer o seu filho, era como se – de certo modo – Davi tivesse morrido com ele. No entanto, um dos dois precisava morrer: ou Absalão morria, ou Davi. Se Davi pudesse escolher, sem vacilar, ele morreria, deixando seu filho vivo (2 Sm 18.33). Jesus escolheu morrer por nós para que se tornássemos seus filhos: Desse modo, como ele morreu por nós, nós temos a vida. Ao crermos na sua morte e amor por nós, ele se identifica conosco, e nós com ele, portanto, é como se nós tivéssemos morrido naquela cruz. Ou seja, como todos haviam se rebelado contra Deus, todos deveriam morrer, nós ou alguém por nós, e, sem vacilar, Jesus morreu por nós, para que tivéssemos vida.

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9.21 – Davi, na sua partida, subiu o monte das Oliveiras e, no seu retorno, outra vez, os seus pés pisaram o monte das Oliveiras, aí sendo novamente reconhecido pelo seu povo, o qual lhe tinha renegado, trocando o justo Davi pelo traidor Absalão. Assim também Jesus, pois a Bíblia diz que, ao ascender aos céus, Jesus estava com os discípulos no monte das Oliveiras e, ao voltar, para livrar Jerusalém dos exércitos do anti-Cristo (os judeus farão um pacto com o anti-Cristo, que se assentará no trono de Davi, como se fosse Deus, como se fosse o Messias). Naquele tempo, o povo de Israel irá reconhecer Jesus – a quem rejeitaram e trocaram pelo anti-Cristo – como seu Rei e Messias. Jesus também estará com os seus pés sobre o mesmo monte das Oliveiras (Zacarias 14.4 e Atos 1.9-12).

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9.22 – Quando Absalão ficou pendurado num galho de carvalho entre a terra e o céu, sendo um pecador e estando em maldição pela sua rebelião, ele também é um tipo do Cristo crucificado no madeiro, que, embora sendo santo e justo, se fez maldito por nós, ficando entre o céu e a terra (crucificado).

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9.23 – Joabe ofereceu dez moedas de prata e um cinto a um dos homens de Davi, para que este traísse o rei Davi, matando o seu filho Absalão. Isto lembra a oferta dos sacerdotes a Judas, que também lhe ofereceram moedas de prata para que traísse Jesus, o Filho de Davi, para o matarem.

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9.24 – Aquele fiel soldado de Davi rejeitou as moedas de prata, respondendo “Ainda que eu pudesse pesar nas minhas mãos mil moedas de prata, não estenderia a minha mão contra o filho do rei” (2 Samuel 18.12). Tal resposta contrasta com a conduta de Judas, apóstolo de Jesus, que traiu o seu Rei, nosso Senhor e Salvador, dizendo "E disse: Que me quereis dar, e eu vo-lo entregarei? E eles lhe pesaram trinta moedas de prata" (Mateus 26.15).

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9.25 – Simei amaldiçoou Davi antes de atravessar o Jordão, na sua fuga humilhante, mas alcançou dele o perdão e a promessa de não morrer, quando Davi voltou gloriosamente, para o seu reino. Ele é figura tanto do ladrão que blasfemou de Jesus em seu lado, quanto do outro ladrão arrependido, ao qual Jesus prometeu que estaria com Ele, no seu Reino (2 Sm 16.13 e 2 Sm 19.23).

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9.26 – Absalão teve alguns instantes de agonia, ou seja, o lapso de tempo entre o instante que ficou vivo, pendurado e sangrando pelas feridas causadas pelos dardos, e a sua morte definitiva, pelos golpes dos dez soldados de Joabe. Isto aponta para o sofrimento de Jesus na cruz, entre o momento em que foi crucificado pelos soldados romanos, e o em que entregou ao Pai seu espírito.

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9.27 – Joabe transpassou o coração de Absalão com três dardos, mas este mesmo assim não morreu, precisando que os soldados terminassem por matá-lo (2 Samuel 18. 14). Jesus teve o seu lado, o seu coração, transpassado por uma lança, no entanto, não foi isto que o matou, pois já estava morto (João 19.33-34).

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9.28 – O ensino bíblico a respeito da expiação (uma vítima morre em lugar de alguém) é percebido aqui: Absalão morre em lugar de Davi. Devido ao seu amor extremo por seu filho, Davi certamente iria morrer, posto que Absalão estava disposto a matar Davi, e Davi preferia sacrificar a si mesmo, a matar o seu próprio filho, mesmo este estando em rebelião. Joabe, percebendo que ou Davi ou Absalão morreria (se o capturassem vivo, ele acabaria matando seu pai), ele optou, então, por Absalão morrer, portanto Absalão morreu em lugar de Davi.

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9.29 – Após a morte de Absalão, o povo, vendo que Davi estava de luto por seu amado filho, entrou na cidade de Jerusalém envergonhado e triste, “como o faz quando foge da peleja” (2 Sm 19.2-3). Esta imagem nos lembra os discípulos que, após a morte de Jesus, entraram e se esconderam, em Jerusalém, no cenáculo, tristes pela morte do Mestre, e com medo dos judeus (João 20.19).

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9.30 – Davi, após algum tempo de tristeza – o seu luto rápido – apareceu para o povo, e eles vieram ver o seu rei (2 Sm 19.8). O luto dos discípulos de Jesus também foi temporário, e a tristeza passou, pois no terceiro dia Jesus, o nosso Rei eterno, ressuscitou e apareceu vivo diante deles.

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9.31 – Davi censurou os seus súditos irmãos, da tribo de Judá, por serem tardos em virem entronizá-lo novamente, usou como argumento o fato de que eles eram da sua carne e do seu sangue: “meus ossos e minha carne sois vós; por que, pois, seríeis os últimos em tornar a trazer o rei” (2 Samuel 19.12). Jesus, ao aparecer vivo para os discípulos, repreendeu-lhes por não crerem que ele havia ressuscitado, conforme Ele tinha já tinha previsto, e – pelo fato de pensarem eles que Cristo fosse apenas um espírito – pediu que tocassem nele, pois, argumentou Ele, "sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho" (Lucas 24.39).

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9.32 – A história bíblica registra que seguiram Davi, atravessando o rio Jordão, algumas pessoas israelitas e algumas dos gentios (especialmente, a sua guarda pessoal, que era formada por estrangeiros). Isto aponta para o fato de a igreja de Cristo ser formada de gentios e de judeus, pois somos unidos por intermédio da morte de Cristo, num só corpo (Efésios 2.14).

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9.33 – Por fim, Israel, que havia se rebelado contra Davi e seguido Absalão, após a morte deste, percebendo que Deus não era com Absalão, mas sim com Davi, aclamou Davi como seu rei. A Bíblia nos diz que nos últimos dias – após fazerem um pacto de sete anos com o anti-Cristo – os judeus, perceberão que o anti-Cristo não é o verdadeiro Messias e tornarão ao seu Rei, que é Deus, aclamando a Jesus como o verdadeiro Messias, o Rei Ungido de Deus.

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9.34 – O breve reinado de Absalão representa o breve reinado do anti-Cristo (isto porque Absalão também representa o anti-Cristo), pois Absalão quis roubar a glória de Davi, assim como o anti-Cristo vai querer roubar a glória de Jesus.

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9.35 – Após Davi se tornar rei novamente, pois foi aclamado novamente pelo povo, embora nunca deixasse de ser Rei realmente, e após se assentar sobre o seu trono (o trono de Davi), houve ainda uma revolta contra o seu domínio, mas a revolta foi esmagada, e o seu líder e inimigo de Davi destruído. Esta última revolta contra o reino davídico foi um pouco antes (um período de transição) dos 40 anos do glorioso reinado de paz de Salomão (o nome Salomão significa pacífico), o qual se assentou no trono de Davi, seu pai. A Bíblia nos diz que, no fim desta era, após Jesus ser aclamado Rei por Israel (embora Jesus nunca deixasse realmente de ser Rei, como Deus), na sua volta, assentando-se sobre o trono de Davi e, entretanto, no Milênio, haverá ainda uma revolta contra o seu governo, promovida por satanás, mas que será esmagada na Última Batalha, a do Armagedon. Isto se dará um pouco antes do seu Reino eterno de paz, pois Jesus é o nosso “Príncipe da paz” (Isaías 9.6).

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9.36 – As concubinas de Davi com as quais Absalão se deitou (teve relações sexuais), as quais, após o breve reinado de Absalão, nunca mais foram possuídas por Davi. Elas simbolizam as pessoas que aceitaram a marca da besta – durante o reinado do anti-Cristo –, pois os que aceitarem a marca da besta nunca mais serão de Cristo.

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9.37 – Aquitofel também simboliza o falso profeta, o qual – vaticina a Palavra de Deus – fará que os habitantes da terra adorem a imagem da besta (do anti-Cristo), conforme o livro de Apocalipse, pois a voz de Aquitofel era tida como Palavra de Deus (2 Sm 16.23) e deu conselho para que todo o povo se voltasse para Absalão e o seguisse (Jeremias 17.3). Tal como Aquitofel, que teve um triste fim, o falso profeta será também destruído junto com o anti-Cristo.

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9.38 – Barzilai, com oitenta anos (2 Sm 19. 31-40), foi com Davi somente até o Jordão, ficando no outro lado do Jordão, mas enviou um moço (talvez seu filho ou parente) para estar em Jerusalém, comendo à mesa do rei Davi, das suas iguarias, e ouvindo os cantores, enfim, para o menino viver no palácio do rei, juntamente com ele. De modo análogo, a carne – a natureza decaída ou o velho Adão – não poderá entrar na Jerusalém celestial, tendo a vida eterna. Somente o novo homem poderá, pois estará apto a entrar no gozo de Jesus, o nosso Rei, pois tem prazer nas coisas de Deus.

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